O foco é atuar como mídia independente com características de ativismo feminista, trazendo para o cenário das informações o “mundo e o cotidiano real da Mulher” que está tão distante e distorcido pelas grandes mídias, fortalecendo o poder local.
A Cidade viveu um círculo virtuoso de crescimento de políticas públicas no período recente com governos democráticos e populares, com diversas experiências interessantes. Entretanto, com a vitória de um governo conservador, toda essa pujança entrou em declínio.
No bojo das políticas públicas do passado, que foram extintas, ocorreu a experiência da “Agência da Boa Notícia”, que era um programa voltado para jovens de periferia com resultados efetivos porque além de impedir que o jovem entrasse no crime, houve o empoderamento da comunidade lindeira aos “núcleos de produção” de comunicação, porque deu voz a “comunidade local”.
Com base nesta experiência exitosa a Associação está repensando a sua estratégia de comunicação. O fenômeno das redes sociais, as novas formas de relações, são temas que precisam ser encarados pelas organizações da sociedade civil, em especial, aquelas comprometidas na busca de uma sociedade mais justa e igualitária.
É necessário estruturar a comunicação com outros meios, para avançar na luta dos Direitos das Mulheres.
A trajetória de atuação social da Associação de Mulheres do Multiplicar, sempre esteve focada nas visões de autonomia pelo trabalho, garantia dos Direitos Humanos das Mulheres e na Cidadania ativa através da participação em Conselhos de Direitos. A experiência de mais de uma década tem oportunizado a reflexão de que é necessário repensar e reinventar as práticas de organização social, porque as tecnologias e as redes sociais representam uma nova forma de fazer política e luta por direitos que amplia significativamente a capacidade de diálogo.
O projeto da Agência Virtual de Comunicação surge em um momento de renovação e de novos desafios para a instituição. São anos de acúmulo político e social para iniciar uma nova fase da Associação, levando a pauta do empoderamento feminino e o combate à discriminação, além do fortalecimento da participação democrática. A Agência Virtual de Notícias será uma abertura de novos horizontes, tanto para a instituição quanto para a cidade, iniciando um projeto pioneiro em Canoas, enquanto mídia independente, e formando mulheres para que sejam multiplicadoras em seus espaços de atuação.
1. Beneficiários e Participantes:
A Agência virtual de notícias no primeiro momento irá capacitar 10 sócias para atuar como ciberativista produtoras de informações e multiplicadoras, tratando temas de relevância para as Mulheres, em conformidade com os objetivos previstos estatutariamente. No segundo momento atuará buscando o debate e organização das mulheres das comunidades de Canoas envolvendo-as em redes de parcerias de colaboração e dando visibilidade as inúmeras iniciativas locais, nesta etapa pretende-se atingir pelo menos 250 participantes presenciais, em oficinas e fóruns, ainda no primeiro semestre na cidade de Canoas, como por exemplo: organização de Mulheres membros de grupos de geração de trabalho e renda.
A Associação tem discutido na Direção Executiva a necessidade de ampliar os debates das questões de igualdade de gênero, da participação da mulher na política, da organização e nos temas relevantes da condição de mulher, entretanto sofre os limites da capacidade de comunicação, do financiamento e da dificuldade de sensibilizar pessoas para a militância. O debate que norteou a elaboração deste projeto foi realizado na executiva e será apresentado às demais sócias por ocasião da Assembléia Geral Semestral que ocorrerá no mês de julho próximo.
A implantação do Projeto será de forma democrática e transparente. O formato da Agência Virtual será discutido por uma Comissão de implantação, definida em Assembléia Geral e pelas sócias selecionadas para a capacitação em comunicação. Inclusive a escolha pela capacitação das sócias é justamente para garantir a continuidade e as diretrizes da organização. Sendo que ao final da execução do projeto, pretende manter a Agência Virtual, norteada pela ideia que a comunidade se aproprie e utilize como ferramenta alternativa de comunicação.
Para elaboração desta proposta a Associação contou com as seguintes colaboradoras que serão as pessoas chaves que estarão envolvidas:
a) Mardeli de Quadros Rosa- Coordenadora Geral- atribuições vide estatuto.
b) Maria Christiana Leite - Sócia Fundadora- Educadora Popular
c) Regina Rodrigues- Sócia e voluntária- Educadora Popular
Por fim, o impacto com um Agência Virtual, que é um grande instrumento de comunicação, requer estudos de profissionais habilitados para esse fim, jornalista com conhecimentos em métrica, o que não possuímos no momento. Entretanto, com olhar baseado na observação da experiência da “Agência da Boa Notícia”, podemos afirmar que vai ampliar significativamente a capacidade de comunicação, organização, de acesso à informação local e principalmente a oportunidade de oferecer às comunidades uma visão de mundo baseada em valores efetivamente republicanos, ou seja, de liberdade de opinião, de justiça social, de respeito humano e solidariedade.